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Nau – Renato Miguel

by em 14/03/2015

No fim do mundo um canto de sereia
Guiava os bravos rumo à escuridão
Em calmaria a nua nau vagueia
As velas murchas choram em perdição

Não há estrelas nesse céu vazio
Não brilha a noite sobre a nau perdida
O teu silêncio grita em desafio
“Nesta esperança já não há mais vida”

E minha vontade é feita de horas negras
A todas elas sobrevive a dor
A fome é o mar que em paz a nau alegra
A morte é a terra, o único clamor

Segui ferido; a bandeira rasgada
Não há mais guerras… A morte é nossa luta
Não há trombetas que soem à tua chegada
Só resta a vida que essa tal paz deturpa

E nesse chão só vejo conchas mortas
Sob os meus pés histórias de vilões
Herois que nunca bateram à tua porta
Venderam as almas por seus corações

(E agora)
O frio e a chuva são meus escudeiros
Meus bons amigos há muito abandonei
No paraíso há morte e desespero
Escolho o inferno…
Lá sou amigo do rei

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