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Mimosa Pudica (a paz que queima) – Renato Miguel

by em 16/05/2014

mimosa-pudica

 

Essa noite eu renasci na babilônia.
Nos acordes e trovoadas, na névoa sagrada, desperto eu sonhei.
No intenso azul, no mar de ideias vi teu nome.
Nos olhos vermelhos. Na doce risada. Do mundo eu fui rei.

Essa noite eu pus minha mente na estrada.
Mochila nas costas. As asas quebradas. Nas nuvens vivi.
À verde flor, à paz que queima ergui uma taça
A boca faminta. A face cansada. A tudo eu sorri.

No céu de estrelas eu enxerguei uma nebulosa,
Que feito uma rosa – gentil e espinhosa – pra ti embrulhei.
Mimosa pudica! Sem medo da morte, lancei minha sorte.
Não sei se fui forte, não que hoje isso importe, tua imagem toquei!
Mas fechou-se, manhosa! És tu carinhosa? Há vida em tua rosa?
Há espinhos, já sei!
Mas não precisavas sofrer, tão dengosa!
À noite, em minha porta, no vale da sombra, a ti colherei.

Porque eu sou o nada que herdará o céu e a terra!
Deitei sobre a relva. Minha dor veio aos berros. Num canto sangrou.
À sombra de Deus, meu peito prostrado e lasso te espera.
Não sei dessas regras. Sou quase um poeta. Minha alma acordou.

 

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