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A Moldura Nova – Mohand Araújo

by em 10/04/2014
Tzm 016
 
Eu andava a esmo
Viajante habituado
 Sobre o entulho o que vejo,
 Seria esse um novo achado?
 
Não muito distante, já embalados a caminhar
 Andavam seguros, certos, sem titubear (Ir)responsáveis do descarte
 Não cabia ali uma arte?
 
O casal gentil
Sem espanto me ouviu
 Corri atrás com o bem na mão
Velha conhecida a minha indagação
Exponho aqui o que pus em questão:
 
– Por quê lançar fora uma moldura vazia?
 – Pareceu-nos velha e fria.
 – Mas está nova!
 – Para nós se assemelha a uma cova.
 – Isso não é coisa de gente boa da cabeça não.
– Rapaz, nessa vida existe homem são?
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