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Sociedade do egoísmo – Thiago Amério

by em 23/05/2013

Hoje não tem poesia. Tem prosa. Tem crônica. Tem reflexão. Formamos a sociedade do egoísmo e do materialismo, por mais contraditório com [soci]alismo exista entre essas duas vertentes. Sociedade presume bom senso, cooperação e principalmente, pensar antes de agir para que não atinjamos, por tabela, quem nos ama e nos quer bem. Agindo sem tal precaução é virar dono do seu nariz (irracional) à custa de “tratorar” o outro. Agir por impulso é ser animal, é ser joguete (do mal), é fazer tudo que pode fazer sem se preocupar com o outrem (e sua reação frente a sua “liberdade”). Liberdade é, também, preocupar-se com o outro. Ou ser livre é fazer tudo a qualquer hora (pouco se importando pro próximo). Será que somos independentes? Mega-autossuficientes? Será que convivemos por acaso? Existe uma grande diferença entre ser sincero e ser delicado. Quem fala tudo que pensa (ao contrário do que pensa) não tem autocrítica para filtrar aquilo que pode magoar ou em nada somar. Ou pior, transformando o centro do mundo em nosso umbigo esquecemos daqueles que nos servem. Ou será que plantamos e colhemos nossa comida? Será que tudo que nos chega vem de nós? A natureza, o sol, as estrelas, o céu, tudo nos foi entregue de bom grado e, aposto, que nunca fomos lá buscá-los e, muitos, sequer tem o cuidado de preservá-los ou contemplá-los. O sol nasce todos os dias e se põe sem pedir nada em troca. Ele nunca encontra a lua, e mesmo assim ilumina ela, para que no final, possamos não ficar tão “a sós” no escuro. Ora, a natureza, a família, os amigos, o amor sincero, são presentes dados e não criados de nossa personalidade, nua, crua, fria e invejosa. Existe uma cadeia infinita antes de nós que, gratuitamente, nos dão amparo para viver feliz, sem fome, com calor e em sustentação. Devemos ser coerentes e abrir a gratidão de modo que possamos não cortar essa corrente, mas pelo contrário, compor uma sociedade que elimine o egoísmo e aflore o altruísmo, entregando mais coisas a essa cadeia (boa e bela). Mas o que podemos doar? Que tal nossa boa vontade? Nossa intenção sincera de ser uma sociedade, uma legião de pessoas que se complementam, se respeitam e se alegram compartilhadamente? Falta fazer algo? Agir, começando em si próprio e, depois, irradiando aos seus.

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