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Pequena historieta para uma vida longa – Alice Rangel Ney

by em 04/05/2012

                                         Ao poeta aniversariante,  pálida homenagem.

        Era uma vez, num reino tão, tão perto, entre um rio e um mar, há muitas e muitas semanas atrás, um castelo com muitas ostras. O rei e a rainha deste castelo eram muito felizes. Quando o primeiro príncipe nasceu, todo o povo se alegrou. Era um príncipe loiro e ainda pequeno já era muito inteligente e sensível. A primeira palavra que falou, dizem, foi flamengo, um tipo de jogo de bolas ou baralho, não se sabe ao certo, jogado por muitos homens e muito comum naquela época. Um dia, já garotinho, o principezinho loiro, sensível e inteligente, começou a se sentir sozinho e quis ganhar uma irmã. Não sabemos o que seus pais haviam lhe explicado (afinal, eram reis, eram muitos ocupados) que ele resolveu pedir que jogassem uma irmãzinha para ele quando um balão (ou um avião se já tivesse sido inventado) voou por cima do reino. Conta-se que algum tempo depois chegou sã e salva uma princesinha muito bonita e inteligente. Ela era também muito meiga, sensível, bondosa, amada pelo povo… Ah, e o príncipe loiro era um ótimo irmão.

      O reino prosseguia em muita paz. No castelo, com muitos súditos, quartos e animais, todos viviam contentes. Reza a lenda que houve por ali uma ama muito boa que cuidou muito bem dos pequenos príncipes e nunca esqueceu de guardar a comida deles, não deixando que se estragassem.

      Os reis gostavam de visitar outros reinos próximos. A rainha era ótima em dirigir carruagem e gostava de ver os sorrisos branquinhos da crianças pelos reinos. O rei gostava de manter a ordem e era muito conhecido por sua calma e paciência. Após muito trabalho, o rei e a rainha, resolveram se aposentar. Sairiam por outros reinos, de trem e barco e tomariam muito vinho. O príncipe loiro, inteligente e sensível teria uma grande responsabilidade. Seria o novo rei.

      Sua primeira ordem, dizem, foi proibir que fossem feitos doces e tortas com um tipo de fruta muito usada naquele reino. Há registros que a frutas era chamada de coco. Depois instituiu que todo cidadão de bem aprenderia a tocar o instrumento oficial da corte que, segundos desenhos da época, era feito de cordas e tinha um buraco no meio. Passou um tempo em um outro reino para se aprimorar nas leis. Alguns textos da época mostram também que determinou que toda irmã mais nova, quer fosse princesa (linda, meiga e inteligente)  ou não, buscasse água quando o irmão pedisse. E escrevia todas as novas leis com muitas rimas e métricas.

      Quando os reis voltaram ficaram muito orgulhosos do filho. E deve ter passado por ali outro balão, dirigível ou avião, porque os reis trouxeram com eles um novo principezinho e ele gostava muito de comer umas folhas verdes e de dar uns saltos.

       Um dia o já grande príncipe-rei conheceu sua linda rainha, muito inteligente e que o amou muito. Casaram e tiveram muitos filhos, uns dois.

       Conta-se que ele foi um rei muito amado e feliz. E fez muitas pessoas felizes. Foi justo e bem-humorado. E em seu aniversário de oitenta anos, cercado por seus filhos lindos e inteligentes, sua esposa, os pais bem velhinhos e os irmãos, houve uma grande festa. Havia muita música, poesias e todos comeram algo muito comum naquele reino. Era redondo, fino, com queijo e muitas outras coisas em cima. Eles davam o nome de rodízio e era quatro de maio.

                                                                                                                              FIM

7 Comentários
  1. Stella Amério permalink

    Awwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwn ! Me emocionei ao ler . Foi feita especialmente pra esse dia né Alice? Realmente um ótimo presente de aniversário pro meu irmão. E adorei essa princesa ! Ela parece ser tão bonita, meiga , legal , divertida, amorosa e etc etc etc.. E além disso , essa lei do rei que toda irmãzinha tem que buscar água é bem legal! Mas tem que servir pra irmão mais novo também ! Amei ! Um grande beeeeeeeijo !

  2. Que bom que gostou minha linda!!!! Um beijão!

  3. Cacai de Almeida permalink

    Oh grande sudita e escritora, aqui quem vos escreve é o grande, calmo e paciente rei aposentado…
    Venho determinar que no nosso reino a partir de hoje, durante todos os anos, semanalmente (no minimo), até o final dos tempos, você continue a nos encantar com suas inteligentes e divertidas letras…
    Daquele que sempre admirou e amou intensamente toda sua prole, sua corte, seus suditos e principalmente sua rainha.

    Cacai de Almeida

  4. Own.. e pensar que tudo isso começou por causa de um baralho rejeitado por todos e muito querido por uma criança de dois anos! hahaha.. Adoro ler seus textos! Bjoss.. saudades!

    • Livinha, obrigada!!!! E foi mesmo… com aquele primeiro texto, do nosso encontro, o Brunninho me incentivou a escrever!
      Beijos!!!!

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