Skip to content
Tags

O teatro da vergonha com a crítica – Thiago Amério

by em 05/03/2012
‘Viver e não ter a vergonha de ser feliz!’
– Clichê! Do grito da maioria se ouve…
Há algo errado? Perguntam: que houve?
E antes do fim, quase mesmo, por um triz,
vem um, chega, e diz:
 
– Sem sincronia, sintonia ou sabedoria,
tudo isto me parece uma grande hipocrisia!
Será que na rotina do seu dia-a-dia,
ao invés de curtir toda a melodia,
do cotidiano em fantasia –
da felicidade, magia, alegria, ousadia –
prefere, encovardando-se,  viver em vergonha?
 
E por mais desejos que a gente tenha,
os mais ansiosos até sonham,
ficam eles maquiados na face dessa ingrata?
E por mais que se grite: – desejo… venha!
(Os céticos até zoam!)
Fica ele enclausurado até que ela mata!
Mas como mata?
Envergonhando para que nada se faça?
Forçando a todos a permanecerem omissos?
Não, nem é bem isso, aliás, só isso.
 
Grande amiga da vergonha é a crítica.
Chamando de clichê,
pelo olhar de quem olha e nada vê,
sem qualquer auxílio ou mística,
aquilo que até pode ser realidade,
só pelo prazer de cutucar,
claro… enaltecendo sua vaidade,
e em nada fazer somar.
 
Porém, repentinamente, sorrateiramente, traiçoeiramente,
A cortina do palco se fechou…
– É que o ensaio terminou!
E o espetáculo vai (re)começar: eternamente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: